A Doença Encéfalo Vascular (DEV) , já foi nomeada anteriormente como Derrame Cerebral, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e/ou Acidente Vascular Encefálico (AVE), essas nomenclaturas são também o equivalente ao termo “Stroke” em inglês, que descreve como comprometimento funcional neurológico, com alterações cognitivas, físicas e comportamentais, dependendo da área afetada.
Apesar de ser uma patologia muito agressiva suas causas são preveníveis através da conscientização da população sobre seus principais fatores de risco e entre eles podemos citar a hipertensão arterial sistêmica, cardiopatias, tabagismo, alcoolismo, diabetes descompensada, obesidade, sedentarismo, histórico familiar e uso de drogas.
Existem duas formas de apresentação do DEV, sendo o isquêmico resultado de uma interrupção por oclusão de determinado vaso sanguíneo que transporta suprimentos adequados para o tecido cerebral, e o hemorrágico com extravasamento de sangue por rompimento do vaso sanguíneo cerebral.
As seqüelas são variadas de acordo com a região que foi afetada, podendo aumentar ou diminuir o tônus muscular, o que irá afetar nas funções diárias, alteração da sensibilidade que pode estar aumentada diminuída ou ausente, déficits cognitivos (concentração, memória, humor…) e outras alterações como problemas de visão ou audição.
A Fisioterapia, tem um papel muito importante na reabilitação neurológica do paciente acometido por DEV, principalmente na melhora da marcha (andar), atividades de vida diária, sensibilidade, atividade/controle motor e articular, diminuir e cessar quadros álgicos, prevenção de possíveis complicações, melhora da coordenação, equilíbrio estático e dinâmico. Sempre valorizando a independência do paciente e maximizando a função da forma mais fisiológica possível, possibilitando melhor qualidade de vida.
Texto por: Dra. Marilia Fazio